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Valor de uma Marcas é o conjunto de ações ligadas à administração das marcas. Se estas forem criadas e lideradas com
conhecimento e competência, passarão a fazer parte da cultura e influenciarão as nossas vidas, num mundo de relações cada.

Marcas pesquisa:

O valor de uma marca forte e bem conhecida no mercado condiciona o preço de uma empresa uma vez que esta deixa de
ser vista unicamente pelo seu valor contabilístico ou bens materiais, para levar, também em conta o “peso” que a marca representa.

O valor de uma marca, que se reconhece à marca, torna-se particularmente evidente quando existe uma enorme pluralidade de
escolha ou, quando estamos perante o desconhecimento, relativo a produtos ou bens substitutos, na medida em faz pender a decisão
dos consumidores para as marcas que melhor conhece e onde se sente mais confortável.

Outro aspecto igualmente relevante refere-se à possibilidade de gerar negócio adicional alicerçado no bom nome de uma marca. Uma
vez implantada e enraizada no mercado torna-se muito mais fácil agregar novos produtos ou serviços à mesma, ou garantir o sucesso
que resulta da substituição de um produto mais antigo por um mais recente.

Marca é a representação simbólica de uma entidade, qualquer que ela seja, algo que permite identificá-la de um modo imediato como,
por exemplo, um sinal de presença, uma simples pegada. Na teoria da comunicação, pode ser um signo, um símbolo ou um ícone. Uma
simples palavra pode referir uma marca.

Em termos de negócios, a capacidade que se reconhece ao consumidor para identificar e diferenciar serviços ou produtos, cabe por
inteiro ao nome que é atribuído à marca.



Joel Ribeiro do Prado

 

 

CONTAS DA RAZÃO

 

Quando Jânio Quadros foi prefeito de São Paulo, nos anos 80, houve uma reação avolumada da imprensa à decisão dele de cobrar sem parcelamento e sem exceções de nenhum tipo o IPTU. Pelos jornais as críticas a Jânio foram se tornando extremamente ásperas e, à medida em que o prefeito não tomava conhecimento delas, os seus oponentes passaram da oposição legítima para o insulto à pessoa. Eu, que não tinha interesse especial na forma de pagar o tributo, acompanhava o caso, mais pela curiosidade de saber onde a exacerbação dos ânimos levaria a que dessem com os seus burros os que partiram para a briga pessoal com o alcaide, mas não só os burros deles, já que a tropa estaria engrossada por todos os outros asnos da sociedade paulistana.

Jânio, como poderiam suspeitar os mais perspicazes ou os que melhor lhe conhecessem o gênio, já então mais fermentado pelo tempo de confinamento pós-renúncia, em Corumbá, tornara-se alérgico a tudo que pudesse representar mais uma desistência sua, em qualquer situação.
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Deixada a correr pelos trilhos do destempero a busca do parcelamento, jamais a ele se chegaria, o que viria a ser um golpe de misericórdia nos

que, depois de terem sido, num momento raro, capazes de possuir uma moradia de bom padrão, fossem já decaídos ou decadentes cidadãos pelo tobogã da (im)previdência social, que a política folgazã tratou de instalar no play-ground da terceira idade e no dos incapacitados.

A exemplo dos automóveis, que são seriados segundo o acabamento e os acessórios que tragam, as pessoas da série normal trazem de fábrica um tal freio a senso, que é capaz de evitar que a gente quebre a cara nos muros da intransigência, coisa que os da série básica não possuem e os da especial nunca acionam, já que estes são providos de um requinte de segurança a que eu chamo imunity-bag, com o qual a tecnologia de ponta brasileira deu um vareio de esperteza no inventor do air-bag. Pensando nisso, eu que sou da serie normal, mas com algumas adaptações úteis, resolvi testar o meu modesto engate, que é também de fabrica, mas que tem alguns reforços de diplomacia, adquiridos por aí, nas oficinas da vida.......

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A singularidade nunca esteve presente no tom e no estilo dos jornalistas que queriam de Jânio o parcelamento do IPTU. Muitos deles pareciam unidades daquela tal série básica que, não trazendo de fábrica o freio a senso, acabavam destrambelhando-se pelo declive do insulto, imaginando assim poder mudar a decisão do prefeito.
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Jânio tinha um apuro lingüístico a que se sobrelevava, na percepção popular, o sotaque inusitado. A sua oratória denunciava-lhe o culto à singularidade. Assim, havia nela uma sugestão de que a sua rebeldia poderia ser aplacada pela eloqüência que lhe distraísse o instinto ditatorial. Por ser assim, já o título ou referência da minha missiva deveria ser capaz de hipnotizá-lo ou, senão tanto, de interessá-lo na mensagem.
--Quem sabe, pensei, eu consigo rebocar para longe desse imbróglio a questão... Apanhei uma folha de papel e, automaticamente, lancei nela a expressão pedestal da carta que mandei a Jânio Quadros:------

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Contas da Razão

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Feitas as premissas laudatórias, que ego de poderoso é, em controvérsias, coisa a se amansar de entrada, afirmei, arvorando-me porta-voz do povo, que nós, os munícipes, bem sabíamos das dificuldades que ele enfrentava como administrador de uma cidade complexa como São Paulo. Patati-patatá, a minha cartinha chegou àquele ponto em que o convencimento teria de se dar com a ajuda de um malabarismo verbal capaz de agradar aquele que era um aficionado da eloqüência. Então escrevi: ...Nós, que sabemos a razão das suas contas, temos certeza, ilustre Prefeito, de que V.Exa. fará ao cabo as contas da razão. E, em as tendo feito, possibilitará aos menos aquinhoados de hoje o pagamento parcelado do IPTU.
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A minha carta seguiu. Não me veio outra em resposta, mas o IPTU foi parcelado.

Passados muitos anos, numa conversa com o Éder Jofre, no seu gabinete na Câmara Municipal, falei-lhe daquela carta. Para minha surpresa, o Éder me afirmou que Jânio Quadros havia comentado com ele o recebimento da mesma e a sua disposição de atender o pedido nela contido.

Fico pensando na força das palavras e imaginando como seria o Brasil se todos se expressassem em bom português. Senão todos, ao menos os que deixaram adormecer a sua melhor  forma de expressão.
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